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Xuxa Meneghel sempre foi discreta com traumas e assuntos pessoais ao longo dos 40 anos de carreira. A “rainha dos baixinhos”, como é conhecida até hoje, começou a carreira como modelo aos 16 anos, em 1979, já estampando grandes capas de revista. Aos poucos, ela passou a desabafar, em entrevistas e podcasts, sobre assuntos densos como os abusos que viveu na infância, o namoro conturbado com Pelé e a relação de trabalho com a empresária Marlene Mattos, que chegou ao fim em 2002.

A apresentadora só se abriu brevemente sobre o assunto em 2015 ao revelar que as atitudes de Marlene eram psicologicamente abusivas. Nesta quinta (13), às 18h, ela conta detalhes da sua vida em “Xuxa, o Documentário”, dirigido por Pedro Bial, onde as duas se reencontram pela primeira vez. Parte da conversa, já exibida no Fantástico, mostra que a empresária não se arrepende das ações extremas que tomou na época.

“Eu acertei muito mais do que errei. O mundo não é isso que você quer que seja. A gente tem que agir, às vezes, de forma realística. Você me arrumava uma marionete na minha mão, e eu usava você para fazer outras pessoas de marionete. E é assim”, disparou Marlene em um dos cortes.

Na lista de produções mais esperadas pelo público, o documentário promete abordar polêmicas, algumas já previamente comentadas por Xuxa.

Em entrevista ao Quem Pode, Pod, com apresentação de Fernanda Paes Leme e Giovanna Ewbank, Xuxa relembrou as traições de Pelé. Os dois namoraram no início dos anos 89, quando ela tinha 17 e o jogador, 41. “A minha descoberta toda (sexual), foi com o Pelé (…). Vivemos uma relação de seis anos e nem ele acreditava que eu era virgem. Ele dizia: ‘não acredito que você nunca viu isso’ ou ‘não acredito que você nunca fez isso’. O Pelé foi o meu primeiro amor, e foi a primeira transa de verdade.”

“Na minha opinião, ele tinha três personalidades. O Dico, o Edson e o Pelé. Às vezes, ele era o Edson, às vezes o Dico, que era a pessoa com quem me relacionava. Ele mesmo dizia que tinha que ter outras mulheres, por isso inventou aquela história de amizade colorida que eu vivia repetindo. Eu, uma menina de 17 anos, repetia o que ele falava. E ele comentava que as mulheres davam em cima do Pelé, mas que pensava em mim quando estava transando com elas. Ficava na dúvida se tinha que agradecer ou aceitar essa traição. Não era um relacionamento aberto, nem sabia da existência disso. Ele fazia tudo. Lembrando que, como foi a minha primeira relação, não conseguia comparar. O Dico me deixou alguns traumas, algo que o Beco [Ayrton Senna] tentou tirar.”

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Na entrevista divulgada pela Piauí, ela ainda aborda outros momentos do namoro dos dois, como a insistência de Pelé para que ela atuasse no filme Amor Estranho Amor, um dos trabalhos mais polêmicos de Xuxa, onde ela interpreta, aos 17 anos, uma prostituta que foi vendida para um prostíbulo e dada de presente a um político. Ali, ela acaba se relacionando com um garoto de 12 anos, interpretado por Marcelo Ribeiro.

Xuxa e Pelé — Foto: Reprodução

Para a revista Piauí, Xuxa explicou. “Meu escritório pagava uma fortuna para o filme não circular. Marlene e meu advogado na época, Luiz Cláudio Lopes Moreira, acharam que era melhor pagar e que isso me protegeria. Hoje, penso que devia ter encarado. Não é um filme pornô, como as pessoas falam. A história é muito maior, é sobre uma menina de 16 anos que foi vendida para um prostíbulo e dada de presente a um político. Mais atual, impossível.”

Depois, ao Quem Pode, Pod, ela comentou do filme ao falar da revolta que sentiu pela fala do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. Em outubro de 2022, ele disse que “pintou um clima” com uma menina de 14 anos em uma visita que fez à comunidade de São Sebastião, no Distrito Federal.

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“Deixando claro para vocês, ficção é uma coisa, verdade é verdade. Vamos falar sim sobre o filme, se vocês quiserem. Inclusive, ganhei um prêmio mirim, porque tinha 17 anos na época. Interpretei uma prostituta de 15 anos, que foi vendida para um prostíbulo para ser dada de presente para um político (…). Agora, um velho babão de 67 anos olhou para uma menina de 14 anos e disse que pintou um clima, isso não é ficção, isso é um gesto de um homem tarado, doente, com atitudes de pedofilia. São crianças, e temos que falar sério sobre isso, sim. Fico P* da vida com esse assunto.”

“Ela entrou na minha vida numa boa e, aos poucos, foi mudando. Acreditei que ela era a melhor para mim. Chegou uma hora que ela dizia: ‘não senta assim, não faz assim, não veste essa roupa, tira isso, não come desse jeito, não fala com essa pessoa’”, falou ao podcast de Giovanna Ewbank.

Outros detalhes sobre a relação chamada por ela como “tóxica” também foram revelados. De acordo com Xuxa, ela estava cega e não ouvia nem mesmo os alertas da mãe sobre as atitudes da empresária. “A minha mãe foi a primeira pessoa a me alertar, e eu saí de casa por isso. As outras pessoas nem tentaram falar comigo. Eu estava cega.”

Xuxa e Marlene Mattos se reencontram apó rompimento em 2002 — Foto: Reprodução / Globoplay

“Ela não me obrigou a fazer nada. Mas, depois, parecia uma obrigação. Eu fazia tudo o que ela queria, então virou uma obrigação. Antes, achava mesmo que era o melhor para mim. Não entendia que um ser humano poderia agir dessa maneira. No documentário do Globoplay, ela disse: ‘Nós nos relacionamos muito bem por muito tempo, só não tivemos sexo’. É difícil as pessoas entenderem, deixei minha vida nas mãos dela, me dei por completo e acreditei nisso. Realmente, ela cuidava muito de mim, porque eu era o trabalho dela.”

Xuxa conta que chegou a se sentir totalmente dependente de Marlene e essa relação mudou com a chegada de Sasha, em 1998. “Achava que não saberia andar ou falar sem ela (…). Se estivesse trabalhando com ela agora, e graças a Deus não estou mais, teria uma ficha aqui com o que teria que falar. Recebia fichas quando dava entrevistas. Isso me fazia pensar que sozinha não conseguiria (…). Quando a Sasha estava com dois anos, sabia que brigaria com ela para defender minha filha. Se ela tratasse a Sasha do jeito que me tratava, eu brigaria. Já tinha isso na cabeça, mesmo ela sendo madrinha. Engraçado que eu deixava que ela fizesse isso comigo, mas fazer com alguém que amo, não aceitava. Não queria que a Sasha me visse sendo tratada daquela forma também, foi a primeira vez que pensei fora da bolha, me enxergando de outra posição. A Sasha foi o maior passo, a maternidade me mudou.”

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Xuxa só falou sobre os abusos que viveu na infância após se tornar mãe. De acordo com a apresentadora, ela quis aproveitar o seu alcance para conscientizar sobre o assunto. “Quando virei mãe, muita coisa mudou na minha cabeça, então decidi falar. Fui uma criança abusada, e não queria que meninas e meninos passassem pelo mesmo. Precisava falar sobre isso. Sofri os abusos entre os três e quatro anos, até os treze.”

“Um abusador não chega já tocando na criança. Primeiro, ele brinca. O começo de tudo, aliás, pode ser através de uma brincadeira onde ele passa a mão em locais proibidos, sem que a criança se dê conta. Fui tocada por um namorado da minha avó, eles iam se casar. Eu não gritava, não falava nada, me achava errada, pensava que ninguém acreditaria. Preciso dar voz para as crianças, defender. Os pais precisam estar atentos.”

Mara morreu em fevereiro de 2023, aos 67 anos, na Espanha. Doutora em ciências da educação e psicoterapeuta, a morte da segunda irmã de Xuxa foi inesperada. No “Quem Pode, Pod”, ela confirmou os rumores de que não conversava mais com a irmã há alguns meses.

“Não falava com a minha irmã porque ela era bolsominion. Pedia que não me enviasse vídeos, mas ela me mandava várias fake news mesmo assim, então bloqueei. Ela viria para o Brasil passar algumas datas comemorativas aqui, e estaríamos juntas, mas em fevereiro ela se foi.”

“Tudo ocorreu rápido, inesperado. Ela estava bem, lançando um livro (…). E o que sinto com isso? Mais uma perda para eu aprender. Tem coisas que precisamos falar. Com o Beco já aprendi que não existe isso de ‘mais para frente, nos encontramos’. Às vezes, não acontece. O mês que vem, no caso da Mara, nunca existiu.”

Mara Meneghel e Xuxa: as duas pararam de se falar durante as eleições de 2022 — Foto: Reprodução / Instagram

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