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A parceria de anos de Tony Bennett e Lady Gaga não era nada óbvia. Na década de 2010, Gaga era mais conhecida por sucessos como “Poker Face” e experimentações vanguardistas como o álbum “Artpop”. Bennett, um cantor que se manteve fiel aos clássicos, estava na casa dos 80 quando os dois se conheceram.

E, mesmo assim, Bennett e Gaga viraram amigos e colaboraram muito, até a morte de Bennett, aos 96 anos, nesta sexta-feira (21). Eles gravaram dois álbuns juntos, “Cheek to Cheek”, de 2014, e “Love for Sale”, de 2021, e ambos ganharam o Grammy de melhor álbum pop vocal tradicional.

“Tony é uma das minhas pessoas favoritas no mundo todo, e eu o amo de coração”, disse Gaga à Zoe Ball, da “BBC Radio 2”, em 2021. “Não dá para explicar o quanto aprendi com ele e como é cantar com uma lenda por tantos anos”, prosseguiu.

Bennett, que muitas vezes se referia a Gaga como “Lady”, também elogiou seu talento e amizade ao longo dos anos. Ele amava Gaga por quem ela era, com seu gosto por fantasias extravagantes e perucas enormes.

“Quando entrei nessa com Tony, ele não falou: ‘Você tem que tirar essas roupas loucas e só cantar””, contou ao site Parade em 2014. “Ele só disse: ‘Seja você mesma’”.
Gaga ainda não emitiu nenhum comentário sobre a morte de Bennett.

A CNN entrou em contato com representantes de Gaga.

Quando Tony conheceu Gaga

Em 2011, Lady Gaga cantou uma música de Nat King Cole em um evento de arrecadação de fundos para a Robin Hood Foundation. Bennett estava presente, e a performance da cantora o impressionou tanto que ele sugeriu que os dois gravassem um álbum juntos, apesar de nunca terem se encontrado antes, revelou Gaga à Vogue em 2014.

“É uma experiência muito gratificante poder fazer isso com Tony”, acrescentou.

Após lançarem seu primeiro single juntos, o hit “The Lady is a Tramp”, de Rodgers e Hart, em 2011, eles passaram a planejar o que viria a ser seu primeiro álbum: “Cheek to Cheek.” O disco de 2014 incluía clássicos do jazz de Cole Porter, Irving Berlin e outros contemporâneos.

Em entrevista à “PBS”, Gaga o chamou de “o álbum mais importante de sua carreira”.

“Ao ver Tony aos 88 anos cantando como se estivesse começando, eu falei para mim mesma: posso fazer isso para sempre”, contou Gaga à “PBS” em 2014. “Porque ele conseguiu, e eu o amo de verdade, então se fizer como Tony, vou fazer o certo também”.

Bennett a elogiou de volta, chamando-a de “magnífica artista do jazz”. “Ou você tem, e esse é o dom, ou não tem. E você tem”, disse ele a Gaga durante a entrevista à “PBS”. “E você deve viver o resto da sua vida sendo você mesma, porque isso vai empolgar o público toda vez que você se apresentar”.

Tony ajudou Gaga a retomar sua voz

Gaga e Bennett gravaram “Cheek to Cheek” depois que o álbum “Artpop”, de 2013, decepcionou alguns críticos e ouvintes. Foi um momento difícil para a artista, que também estava se recuperando de uma cirurgia no quadril e sofrendo de dores crônicas por conta da fibromialgia. Trabalhar com Bennett a ajudou a retomar sua voz,
declarou.

“Era como se eu estivesse morta”, relatou ela ao “Parade” em 2014. “Mas aí passei muito tempo com o Tony. Ele não estava interessado em mais nada além da minha amizade e minha voz”. Bennett convenceu Gaga a continuar fazendo shows, acrescentou. Ele muitas vezes dava um conselho que creditava a Duke Ellington: “Número
um: não desista. Número dois: ouça o que diz o número um”.

“Seis meses atrás, eu nem queria mais cantar”, revelou. “Todos os dias eu falo para o Tony que ele salvou minha vida.”

Gaga ajudou Bennett com o diagnóstico de Alzheimer

Entre os dois álbuns solo de Gaga, “Joanne”, de 2016, e “Chromatica”, de 2020, Gaga e Bennett gravaram um segundo álbum com os clássicos de Porter, “Love for Sale”, embora ele não tenha sido lançado até 2021.

O disco foi gravado depois de Bennett ter sido diagnosticado com Alzheimer, o que sua família não revelou até 2021. Mesmo após o diagnóstico de Alzheimer, Bennett continuou a fazer shows, se apresentando com Gaga no Radio City Music Hall em 2021 para promover “Love for Sale”. Gaga disse que não tinha certeza, durante os ensaios, se Bennett se lembrava do nome dela.

Mas cantar ainda era natural para ele, comentou, e ele quase nunca errava as letras.

“Quando a música começa a tocar, algo acontece com ele”, explicou Gaga ao “60 Minutes” em 2022. “Ele sabe exatamente o que está fazendo.”

Durante o show, quando subiram ao palco juntos, Bennett inesperadamente a apresentou pelo nome. Foi a primeira vez que ele falou o nome dela em “muito tempo”, complementou Gaga.

“Quando subi naquele palco e ele declarou: ‘É a Lady Gaga’, meu amigo me enxergou”, prosseguiu. “E foi muito especial.” Gaga o acompanhou na saída do palco e eles desceram de braços dados, após a última apresentação pública de Bennett e a última noite dos dois cantando juntos.

“Não é uma história triste”, concluiu Gaga sobre Bennett e como ele conviveu com a doença de Alzheimer. “Acho que ele realmente superou algo para poder dar ao mundo o dom de saber que as coisas podem mudar, mas que você ainda assim pode ser magnífico.”

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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