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Com gravações que se estendem por um período de sete décadas, Tony Bennett (que morreu nesta sexta-feira, aos 96 anos) é a história da música americana, no que ela tem de requinte e balanço. Abaixo, seis LPs que resumem a sua trajetória e o atemporal encanto que suas interpretações despertam.

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“The beat of my heart” (1957)

Disco carregado nos sopros e na bateria (a cargo de feras como Art Blakey e Chico Hamilton), esse terceiro LP de Tony Bennett deixou claro que ele não era mais uma dessas atrações pop passageiras e que tinha um bocado ao dar ao jazz. Vale muito, nem que seja só pelo desempenho em “Love for sale”, “I get a kick out of you” (ambas de Cole Porter) e “Let’s face the music and dance” (Irving Berlin).

“Count Basie swings, Tony Bennett sings” (1959)

A premissa do título é plenamente cumprida nesse LP, um dos melhores exemplares do nível de suingue ao que o jazz, em seu tempo de esplendor, poderia chegar. Totalmente à vontade, o cantor desliza pelo instrumental (que tem o piano de Count Basie em apenas duas faixas), derramando seu molho por verdadeiros clássicos dos salões de dança, como “With plenty of money and you”.

“At Carnegie Hall” (1962)

No mesmo palco nova-iorquino (e mesmo ano) que a bossa nova sacramentou sua invasão americana, Tony Bennett fez um apanhado de hits – “Stranger in Paradise”, “Rags to riches”, “Because of you” – com banda e orquestra em ponto de bala e público a seus pés. De quebra, no show registrado em LP, ele ainda apresenta a versão de “I left my heart in San Francisco” com a qual estouraria logo depois. 

“The Tony Bennett/Bill Evans álbum” (1975)

Apenas piano e voz – mas não qualquer piano ou uma voz qualquer. Longe dos tempos de sucesso, o cantor concordou em entrar no estúdio com o singular jazzista Bill Evans para ver no que dava. Deu num disco em que não existe essa de acompanhante e acompanhado – em total sintonia os dois mostram exuberância em standards como “My foolish heart” e “Days of wine and roses”.

“The Art of Excelence” (1986)

Eram os anos 80, com as roupas e cabelos dos anos 80, mas Tony Bennett se recusava a abrir mão do refinamento ou do velho balanço em seu primeiro disco em 12 anos. Com o trio do seu velho braço direito, o pianista Ralph Sharon, ele mostrou com sucesso às novas gerações o sabor do bel canto que não envelhece, arriscando-se até num “Everybody has the blues” (do astro folk James Taylor) com Ray Charles.

“MTV Unplugged” (1994)

Novamente com o Ralph Sharon Trio, o cantor não precisou de quase nada para se adaptar ao formato Unplugged que a MTV impunha às bandas de rock. Com domínio completo do vocabulário do jazz e uma voz que em perfeita forma, ele singrou por um repertório de monumentos – “All of you”, “Speak low”, “Fly me to the moon” – com a ajuda de convidados da “juventude” como Elvis Costello e k.d. lang.

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