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A Procuradoria-Geral da República solicitou ao Supremo Tribunal Federal que pedisse às big techs um arquivo com a lista completa de seguidores de Jair Bolsonaro (PL). O pedido causou estranheza na defesa do ex-presidente e entre seus apoiadores. Entenda, a seguir, por que o pedido foi feito.

PGR pede lista de seguidores de Bolsonaro

A PGR pediu a lista de seguidores de Bolsonaro no âmbito do inquérito que investiga os atos golpistas de 8 de janeiro. Além do público, a Procuradoria-Geral também pediu às plataformas um dossiê com publicações do ex-presidente referentes a eleições, urnas eletrônicas, Forças Armadas e Supremo Tribunal Federal.

O pedido cita Instagram, LinkedIn, TikTok, Facebook, Twitter e YouTube.

O órgão também solicitou que as empresas forneçam a quantidade de visualizações, curtidas, compartilhamentos, comentários e outras métricas das publicações de Bolsonaro.

Outro pedido é que seja enviada uma cópia do vídeo que continha ataques às urnas eletrônicas, publicado nas redes sociais de Bolsonaro dois dias após a invasão à Brasília e apagado logo em seguida. Em depoimento à Polícia Federal, o ex-presidente afirmou que publicou o vídeo por engano, sob efeito de medicamentos.

O objetivo de todos esses pedidos, segundo a procuradoria, seria obter dados concretos que possam “fundar uma análise objetiva do alcance das mensagens, vídeos e outras manifestações publicadas pelo ex-presidente da República nas redes sociais”.

JAIR BOLSONARO SEGUIDORES

De acordo com Monica Bergamo, da Folha de São Paulo, a defesa de Jair Bolsonaro disse que o pedido causa “grande preocupação com o exercício da liberdade. Seus apoiadores afirmam que ele estaria sofrendo “monitoramento político”.

Os advogados também afirmaram, em nota, que o ex-presidente “jamais incitou, induziu ou teve participação” no 8 de janeiro.

“Causa, no entanto, espécie e grande preocupação com o exercício da liberdade de pensamento e opinião, que se pretende requerer aos servidores provedores de redes sociais o envio da lista completa e respectivos dados de identificação de todos os seus seguidores em redes sociais”, disse o advogado Paulo da Cunha Bueno.

“Tal informação não guarda qualquer conexão lógica com o fato em apuração — sobre o qual o presidente já prestou declarações, explicando todas as circunstâncias —, tratando-se de inaceitável e absurda tentativa de monitoramento político”, completou.

Seguidores do Bolsonaro

Bolsonaro acumula números estratosféricos de seguidores nas redes sociais. Somadas, elas contabilizam, até a publicação desta reportagem, mais de 69 milhões. Veja a lista de seguidores de Bolsonaro a seguir:

  • Instagram: 25,2 milhões;
  • Twitter: 11,4 milhões;
  • Facebook: 15 milhões;
  • TikTok: 5,5 milhões;
  • LinkedIn: 425 mil;
  • Telegram: 2,3 milhões;
  • Kwai: 2,8 milhões;
  • Threads: 999 mil;
  • YouTube: 6,4 milhões.

PGR explica por que pediu a lista de seguidores

Em resposta a Paulo Capelli, do Metrópoles, o subprocurador-geral da República, Carlos Frederico, afirmou que nenhum seguidor do ex-presidente será investigado, somente Bolsonaro.

“Só tem um investigado neste caso: o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. É necessário obter dados a partir de seus seguidores que permitam avaliar o conteúdo e a dimensão das publicações do ex-presidente em relação aos fatos ocorridos em 8 de janeiro”, disse.

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