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  • Os papéis preferenciais da companhia tiveram queda de 1,84% até as 15h52. Apesar do mau desempenho no dia, a empresa já estava relativamente precificada e a posição do mercado não deve sofrer grandes alterações
  • A participação do mercado brasileiro nas receitas líquidas da Taurus aumentou expressivamente durante a gestão do ex-presidente Bolsonaro, mas Estados Unidos ainda são maior mercado

As ações da Taurus (TASA4) reagiram negativamente ao decreto que cria novas regras para a aquisição, porte, registro e uso de armas de fogo, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira (21). O papel preferencial da companhia fechou o dia com queda de 1,23%, cotado a R$ 14,48.

A queda já era aguardada pelos analistas do mercado. “Havia a possibilidade de os decretos virem mais relaxados, mais frouxos, mas acabaram vindo bem restritivos. Por isso a ação caiu hoje. Já começa a se precificar que o resultado da operação no Brasil vai ser bem prejudicado daqui para frente por conta disso”, diz Leonardo Piovesan, CNPI e analista fundamentalista da Quantzed.

Já na avaliação de Vitor Miziara, da Performa Investimentos, a ação não deve passar por oscilações tão drásticas em decorrência da assinatura. “A maior parte das vendas ainda é para o mercado internacional, então o downside (queda) tende a ser limitado”, aponta. Segundo Miziara, o da Taurus não deve ser muito diferente do que se viu hoje e “nas últimas semanas também, que veio performando pior que o mercado.”

As alterações na regulação já haviam sido precificadas em alguma medida. Desde o período de campanha eleitoral e depois da posse, o presidente Lula já havia sinalizado que tornaria as regras sobre armas de fogo, flexibilizadas durante o governo Bolsonaro, mais rígidas caso eleito.

A participação do mercado brasileiro nas receitas líquidas da Taurus aumentou expressivamente durante a gestão do ex-presidente. Em 2021, o mercado interno representou 23,15% da arrecadação da companhia com armas de fogo, número que subiu para 31,4% em 2022.

“No primeiro trimestre do ano, já foi possível notar uma desaceleração da demanda por armamentos, refletindo diretamente na receita e nos lucros da empresa”, aponta Heitor De Nicola, especialista de renda variável e sócio da Acqua Vero. Mesmo diante deste cenário, as ações da empresa valorizaram 15,95% no ano.

Leonardo Piovesan não avalia com otimismo as ações da empresa no ano, apesar da valorização até aqui. “Além do decreto, as operações nos Estados Unidos não devem ajudar. Devem continuar, no comparativo com o ano passado, com queda de vendas e de receitas”, aponta. Além do mais, devido ao tamanho participação dos Estados Unidos na receita da empresa, a queda do dólar também impacta o negócio.

A receita líquida da TASA4 com armas nos Estados Unidos no primeiro trimestre de 2022 foi de R$ 445,06 milhões. No mesmo período deste ano, foi de R$ 348,15 milhões.

“É cedo para falar e os próximos trimestres devem mensurar o real impacto das novas medidas nos resultados financeiros da empresa”, aponta Heitor de Nicolas. O especialista pondera a expansão da empresa em mercados fora do Brasil: “a Taurus vem expandindo sua base de clientes mundo afora, e já fornece armamentos para Estados Unidos e Arábia Saudita, por exemplo”.

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