Rafaelle Souza, zagueira da Seleção, conta que foi descoberta para o futebol quando participava dos Jogos Escolares da Bahia.


publicado:
24/07/2023 19h08,


última modificação:
24/07/2023 19h25

Por Gilberto Amorim*

Natural da cidade de Cipó, localizada a cerca de 240 km de Salvador, a zagueira da Seleção Brasileira feminina de futebol, Rafaelle Souza, estudou no Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia (Cefet-BA). A atleta recebeu o diploma em 2008, mesmo ano em que foi sancionada a Lei 11.892, que instituiu a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, com a criação dos Institutos Federais, e transformou o Cefet em Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA). 

Em contato com a assessoria de imprensa da jogadora, a reportagem do Portal do IFBA foi informada que, por conta da participação no Mundial, “a agenda de entrevistas das atletas está fechada” e “as manifestações serão apenas via coletivas de imprensa administradas pela CBF”. Segundo a assessoria, que foi muito receptiva, a atleta “adoraria” atender ao pedido feito pela Comunicação do IFBA “pois é muito grata a todos que fizeram parte da sua carreira, assim como se sente uma voz importante para motivar e influenciar, ainda mais se o tema for Educação”. 

Foto: Divulgação

Em depoimento ao site da Nike, a jogadora, que vestirá a camisa do Orlando Pride na próxima temporada, declarou: “Eu saí da cidadezinha do interior porque passei na prova da escola técnica federal. Meu objetivo de sair do interior era estudar. Fui pra capital e aí, nos Jogos Escolares da Bahia, alguém me viu e me indicou para o São Francisco do Conde. Comecei a treinar com elas, um time adulto, e eu tinha 15 anos na época. Era tudo muito novo pra mim, eu nunca tinha usado uma chuteira”.

Em entrevista ao quadro “Guerreiras da Bola”, da TV Aratu, a mãe de Rafaelle, dona Graça, contou que o primeiro presente da filha foi uma bola. A atleta sempre teve o apoio da família para a prática do esporte. “A gente via ela feliz”, disse a matriarca à repórter Patrícia Abreu.

Engenheira civil pela Universidade do Mississippi, Rafaelle já atuou pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2015, que aconteceu no Canadá. Além disso, a atleta tem participações em edições da Copa América, Jogos Pan-Americanos e Olimpíadas.

Foto: Divulgação

“A gente vem brigando há anos para ver o futebol nesse patamar. Acho que a gente está conseguindo, é muito bom. Isso inspira outras pessoas e mostra que o futebol feminino é o esporte da atualidade, e só tem a melhorar no futuro”, disse em entrevista à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), ao destacar o crescimento do futebol sul-americano no cenário internacional e como esse crescimento  tem inspirado meninas a jogarem futebol.

Estreia do Brasil

Nesta segunda-feira (24), a Seleção Brasileira feminina estreou com goleada sobre o Panamá na Copa do Mundo Feminina 2023. Com gols de Ary Borges, responsável pelo hat-trick da partida, termo que identifica o(a) atleta que faz três gols no mesmo jogo, e de Bia Zaneratto, o time verde e amarelo venceu o confronto por 4×0. Líder do grupo F com 3 pontos, a Seleção do Brasil volta a campo no próximo sábado (29) contra a França, adversária direta pela liderança no grupo, que também conta com o próprio Panamá e com a Jamaica. Rafaelle foi a capitã do time na partida de estreia contra a equipe panamenha.

 * Sob a supervisão da jornalista Bárbara Souza.





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