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O IRB (IRBR3) divulgou seus resultados mensais de maio na sexta-feira (21). Apesar da queda do prejuízo de 96,2% das perdas na base de comparação anual, a companhia de resseguros voltou a registrar perdas, de R$ 10,4 milhões no mês, o que foi destacado como um ponto de alerta por analistas.

Com isso, às 12h15 (horário de Brasília) desta segunda-feira (24), as ações tinham queda de 12,31%, a R$ 43,18. As preocupações somadas ao prejuízo e associadas ainda a rebaixamento de recomendação das ações levam a uma forte queda dos papéis. Na mínima do dia, os papéis caíram 15,64%, a R$ 41,54.

O Citi destacou que os resultados de subscrição foram negativos em R$ 21 milhões, principalmente devido à sinistralidade acima dos níveis reportados nos meses anteriores. Mais uma vez, os prêmios emitidos caíram (-8%) na comparação anual.

O resultado financeiro foi de R$ 50 milhões, superior ao de abril, mas ainda sem desempenho forte.

“O número fraco traz de volta as preocupações com a suficiência de capital e reforça nossa preferência em permanecermos à margem das ações até que vejamos uma tendência positiva consistente”, avalia o Citi, que tem recomendação de venda para os papéis, com preço-alvo de R$ 25, ou um valor 49% menor frente o fechamento de sexta-feira.

Após a divulgação dos dados de maio, o BTG Pactual rebaixou a ação IRBR3 de neutro para venda. Para o banco, o pior para o líder de resseguros do Brasil provavelmente já passou, mas a ação apresenta uma alta de aproximadamente 90% no acumulado do ano e o prejuízo líquido de maio (divulgado sexta-feira à noite) significa que há espaço para uma correção.

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“Após o rali, e como visto em muitas small caps desde abril, quando o sentimento sobre as ações brasileiras melhorou, o IRBR3 é negociado a 1 vez o VP [Valor Patrimonial] mais recente. Mas se considerarmos seu patrimônio líquido ajustado de R$ 1,6 bilhão (ex-créditos fiscais de prejuízos anteriores), a ação é negociada a caros (e injustificados) 2,4 vezes o VP”, afirmam os analistas.

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O BTG Pactual ressalta que, desde o início de 2023, ficou mais confiante na recuperação. “Nossa revisão da recomendação não significa que não esperamos uma recuperação contínua, mas também não será uma ‘linha reta’, e consideramos que o valuation disparou mais rápido do que os fundamentos justificam”, avalia a equipe de análise.

O JPMorgan também tem recomendação equivalente à venda (ou underweight, exposição abaixo da média do mercado) para os ativos IRBR3.

Os analistas do banco destacam que o prejuízo de maio representa uma piora frente o primeiro trimestre após o ajuste com o acordo nos EUA.

O índice combinado encerrou o mês em 115,0%, acima dos 107,5% registrados em abril. O índice combinado, cabe ressaltar, é resultado da divisão entre (i) sinistros retidos adicionados de custo de aquisição, tributos sobre a receita e despesas gerais e administrativas e (ii) prêmios ganhos, registrados em um determinado período.

Os analistas do banco apontam que, ao conversar com investidores, observaram que o rali recente das ações provavelmente foi alimentado por expectativas de índice combinado convergindo para 95% a curto e médio prazo. No ano, as ações IRBR3 já subiram 90,85%, a segunda maior alta do Ibovespa em 2023.

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O JPMorgan vê como caso-base um índice combinado de mais de 100% em 2023 e 2024 e continua a ver retornos de longo prazo da indústria próximos ao custo de capital.

Os analistas do banco veem as ações do IRB negociando a 1,8 vez o P/BV esperado para 2023 após o ajuste do Valor Presente Líquido (NPV, na sigla em inglês) dos créditos fiscais, um prêmio para todos
os bancos incumbentes brasileiros em sua cobertura, incluindo Itaú ITUB4 (1,5 vez o P/BV esperado para 2023).

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