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Baseado em livro de Carina Rissi, o filme “Perdida” conta a história de Sofia (Giovanna Grigio), uma garota independente que não acredita no amor do mundo atual. De forma misteriosa, ela é transportada para o século XIX, onde conhece o príncipe Ian Clarke (Bruno Montaleone). Nesse mundo alternativo, ela vê seus sentimentos mudarem.

O ator Hélio de la Peña, 64, dá vida ao Dr. Almeida, médico de confiança da família Clarke. O artista, que recebeu Splash durante as gravações do longa no ano passado, disse que se preocupou em saber se seria o único artista negro do elenco. Não queria ser uma espécie de “cota” no filme ambientado durante um Brasil do século XIX — época em que a escravidão era institucionalizada no país.

“Nós não estamos lidando com um roteiro baseado em fatos reais. É uma fantasia, assim como ‘Bridgerton’ (Netflix), que também não tinha aqueles negros todos misturados com brancos e realezas. Se havia uma realeza preta, ela era distante e dispare com a realeza branca. É o que acontece aqui. Achei bastante interessante essa proposta.”

Quando fui chamado, perguntei à Katherine (Chediak, diretora) se o Dr. Almeida seria o único personagem negro. Não queria ser, de forma alguma, a cota, aquele preto para dizer ‘olha, não tem racismo’.
Hélio de la Peña

Ao ler o roteiro, ator entendeu que outros personagens negros estavam inseridos na história. Ele comemora por contracenar com o amigo Sérgio Malheiros, seu sobrinho na ficção, além dos atores Emira Sofia, Thiago Justino e Lucinha Lins, que formam uma família interracial.

“Achei bastante interessante e inovador você trazer esse tipo de narrativa para o Brasil… Você tem um conto de fadas que personagens pretos não são bandidos, não são o vilão da história. É uma novidade e eu vou gostar desse lugar, representando com uma identificação do preto.”

Para viver o personagem do século XIX, Hélio deixou a comédia de lado e resgatou a seriedade do período em que trabalhava como engenheiro.

“Meu personagem contesta a imagem transgressora da Sofia, que vem de uma outra época. Eu tinha que conservar os valores mais tradicionais. Para isso, eu fui buscar a minha vida pré-artista, pré-Casseta, eu sou um engenheiro de produção, formado a UFRJ, e trabalhei em uma empresa cujo o nome era Austeridade. Eu tinha outra postura que já estava bem adormecida.”

Nathália Falcão, Bruno Montaleone, Giovanna Grigio e Bia Arantes no filme "Disney" - Divulgação/Disney - Divulgação/Disney

Nathália Falcão, Bruno Montaleone, Giovanna Grigio e Bia Arantes no filme “Disney”

Imagem: Divulgação/Disney

Viagem no tempo

Filme da Disney é uma adaptação da obra de Carina Rissi. O best-seller “Perdida” foi lançado em 2013 e faz parte da série composta por outras cinco obras. Narra a história de amor entre Sofia e Ian, jovens que nasceram em tempos diferentes.

As gravações do aconteceram em julho de 2022 no Rio de Janeiro. Ambientada em 1830, a produção reformou mansão histórica na zona sul da cidade para as cenas na residência dos Clarke. Um dos desafios, conforme Splash presenciou em visita ao set, foi recriar cenários e roupas da época do século XIX.

Giovanna Grigio sobre Sofia: “Ela tem pavor da palavra casamento. Não deixa as pessoas entrarem na vida dela. Também sente que o casamento é uma instituição falida, sabe? Que já não funciona mais, que as pessoas não se relacionam com amor mesmo. Essa viagem no tempo faz ela se remexer um pouco, se abrir e entender mais sobre como é a maneira dela de amar.”

Bruno Montaleone sobre Ian: “Reponsa é muito grande. ‘Perdida’ é um livro muito querido… O Ian é perfeito. Foi difícil chegar ao lugar de ser esse cara exímio em todos os tipos de comportamento. Não é só a beleza, um homem forte e musculoso, ele é muito carinhoso e protetor com todos. Isso faz o Ian ser o grande galã.”

Além dos protagonistas, longa traz Nathália Falcão, Bia Arantes, Emira Sophia, Sérgio Malheiros, Luciana Paes, Lucinha Lins e Hélio de La Peña no elenco.

Assim como no livro, filme não aborda um fato importante do século XIX no Brasil: a escravidão. Carina Rissi justificou no próprio livro que optou por não incluir a narrativa de pessoas escravizadas pelo tema ser “muito vergonhoso para nossa história”.



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