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A colaboração premiada do ex-policial militar Élcio Queiroz sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes foi feita dentro do presídio federal de Brasília (DF), onde ele está preso sob a custódia do governo federal.

Fontes ouvidas pela CNN com acesso à investigação detalham que as conversas dos policiais com Queiroz começaram no momento em que ele chegou ao Sistema Penitenciário Federal (SPF) até que, de fato, aceitasse um acordo. Os diálogos começaram pela equipe de inteligência do SPF.

As ações de inteligência no presídio têm ações de vigilância e entrevistas, por exemplo, segundo os relatos apurados pela reportagem. A delação foi feita com apoio da Polícia Federal (PF), do Ministério Público Federal (MPF) e homologada pelo Judiciário com anuência da defesa do acusado.

Na delação, Élcio Queiroz confirmou participação no crime, apontou o policial reformado Ronnie Lessa como executor e acusou, também, o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, conhecido como Suel, como o responsável por fazer ‘campana’ e seguir os passos de Marielle, além de levar o carro usado no crime para um desmanche.

“O senhor Élcio fez uma delação premiada, essa delação foi homologada e resultou na operação de hoje. Ele revelou a participação de um terceiro individuo [o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa] e confirmou a participação dele próprio, do Ronnie Lessa e outras pessoas como copartícipes”, disse o ministro Flávio Dino, em coletiva de imprensa.

Dino concedeu entrevista coletiva ao lado de Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e de Renato Vaz, diretor do Sistema Penitenciário Federal, órgão do Ministério da Justiça que entrou para colaborar no caso pela primeira vez desde a abertura do inquérito.

“A delação [de Élcio] é a conclusão das provas já colhidas anteriormente e é o início de uma nova produção probatória que foi deflagrada hoje. Os alvos dos mandados de busca e apreensão estão relacionados à delação”, acrescentou Dino.

FOTOS – O caso Marielle Franco

Como resultado da delação, junto à outras provas levantadas na investigação, a PF prendeu, na manhã desta segunda-feira (24), o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa. Ele é suspeito de ter levado armas do apartamento de Ronnie Lessa e guardado.

Segundo apuração da CNN, a PF descobriu que Maxwell fazia “campana” seguindo os passos de Marielle. Ele ainda teria levado o carro utilizado na noite do crime para um desmanche. O responsável pelo desmonte do veículo foi alvo de busca e apreensão.

Conhecido como Suel, o ex-bombeiro já havia sido preso em junho de 2020 e cumpria prisão domiciliar. À época, ele teria ajudado a esconder armas de Ronnie Lessa, entre elas, a que foi usada na emboscada contra a vereadora e o motorista.

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